O eterno maluquinho

Nani, Agner e Ziraldo (2007)

Na terça que vem, às 19h, na Caixa Cultural, no Centro do Rio, haverá o lançamento do DVD “Ziraldo – O eterno menino maluquinho“, com direção de Sonia Garcia e supervisão de Fernando Barbosa Lima e Rozane Braga. Estarei lá.

Ziraldo foi uma espécie de orientador vocacional para mim. Foi responsável por minha entrada no Pasquim, no final dos anos 70, quando ainda era aluno do Colégio Santo Inácio. Naquela época, eu relutava em fazer Engenharia (era da “turma IME”), e a questão da escolha profissional era um problema que me angustiava bastante.

O incansável cartunista, hoje com 75 anos (sem nunca ter brochado ;) ), sabiamente me aconselhou: “Você pode fazer qualquer coisa, mas deve continuar a desenhar. Eu, por exemplo, fiz faculdade de Direito“. A partir daí, me convidou a enviar toda semana cartuns para o Pasquim.

Mas eu não segui muito ao pé da letra os seus conselhos. Acabei entrando depois na ESDI, uma escola que via o Desenho com o D maiúsculo da Disciplina e de uma forma muito, muito séria… Tanto que adicionou o adjetivo Industrial para deixar claro que o Desenho acordava às cinco, pegava o trem e batia ponto na fábrica. Na ESDI, o Ziraldo era visto como “persona non-grata”, principalmente quando se metia a criar logotipos, símbolos e marcas e a vencer, com criatividade e senso de humor, as concorrências de todas as estatais. Mas isto já é outra história.

Na foto recente, apareço entre ele e o Nani, outra grande figura e influência humorística, no Salão Carioca de Humor da Laura Alvim, em Ipanema (2007).