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Modelos de busca de informação

Segundo Donna Maurer, existem quatro modelos distintos de comportamentos de busca de informação por parte de usuários:

1. Busca por um item conhecido – Neste modelo, o usuário sabe o que quer, quais palavras usar para descrevê-lo e possui um entendimento de onde começar. Este tipo de comportamento pode ser suportado por um mecanismo de busca, por índices (A-Z), por links de itens mais usados ou pela navegação (browsing). Este foi o modelo dos participantes dos testes de campo desta pesquisa.

2. Exploração – Nesta tarefa, as pessoas têm alguma idéia sobre o que querem conhecer, mas talvez não saibam como articular palavras adequadas. Podem não saber qual é o ponto de partida. Neste modo, as necessidades de informação provavelmente vão se alterar durante a tarefa. A abordagem de Design inclui a navegação de descoberta, informações relacionadas e a busca inicial no domínio para identificar a sua terminologia.

3. Usuário não sabe o que precisa – Ocorre nos casos de domínios complexos ou desconhecidos e no comportamento de se manter “atualizado” em uma área, sem objetivo específico. Este comportamento pode ser apoiado por respostas concisas, seguidas por links contextuais com informações aprofundadas.

4. Reencontrar um item – Quando as pessoas estão procurando reencontrar itens que já haviam visitado anteriormente. Os usuários podem se lembrar ou não onde haviam estado na primeira vez. Neste caso, as soluções de Arquitetura podem ser ativas ou passivas. As ativas são as listas de desejos (Amazon) e de favoritos. As passivas são as que permitem que as informações permaneçam além da sessão corrente de navegação.

O arquiteto de informação deve identificar, por meio de observação, a forma pela qual o usuário aborda a necessidade de informação e projetar a Arquitetura para dar suporte a ele.

Fonte:
MAURER, Donna. Four modes of seeking information and how to design for them [online]. Disponível: <http://www.boxesandarrows.com>. Acesso em: 12 out. 2006.

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Tudo no Brasil acaba em pizza! A A.I. não fica de fora…

Encontro de Arquitetura de Informação - Rio de Janeiro
Só ontem o Horácio (da Acesso Digital) me mandou as fotos que tirou do Encontro de AI na Cobal do Humaitá. Uma bela reunião dos membros da lista e amigos que mais uma vez se juntaram, desta vez para rever a nossa promoter Paola, de férias de sua temporada italiana. Na ocasião, o bastão de nova agitadora oficial foi passado para Katja Aquino.
Mais fotos em http://www.flickr.com/photos/horaciosoares/sets/72157606514676026/

luiz-agner
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Bruno Porto cria a capa da segunda edição de “Ergodesign e Arquitetura de Informação”

Estudos do Bruno Porto para a capa do meu livro

O designer e colega Bruno Porto, emérito professor do Raffles Design Institute, Shanghai, está desenvolvendo os estudos para a capa da segunda edição do meu livrinho “Ergodesign e Arquitetura de Informação”, atualmente esgotado. A previsão da editora é que a segunda edição saia ainda este semestre (assim, é claro, que eu tiver tempo para entregar os capítulos revisados ;))

Como vêem, a capa está ficando maneiríssima e o memorial descritivo não fica atrás. Segundo Bruno, a proposta agora é radical: “uma ruptura completa da percepção que se tinha da primeira edição do livro, que agora já se encontra estabelecido, recomendado e conhecido junto ao público-alvo que se renova”.

“O fato de ser uma segunda edição celebra seu sucesso, e um passo adiante, em layout e abordagem se faz mister! Daí, o que ‘grita’, à primeira vista, é o nome do autor, claro, e a “2a edição”. A capa, em si, chama atenção pelo caótico, e a mensagem-síntese da obra está lá, na própria capa: o grid te salvará, webdesigner!”

“A palavra “design” está bem destacada (disfarçando seu ‘ergo’), e ­ o termo principal ­
‘arquitetura de informação - com bastante movimento, motion graphics sangrado para todos os lados da ilustração, que é, proposital e provocativamente, um prédio. A capa foge do visual “apostila” que a 2AB estabeleceu, a Rosari deu prosseguimento, e a Quartet não se mexe muito (so far) para mudar.”

Quanto à tipografia, Bruno estudou variantes para a mainstream Helvetica (mas ainda no sentido “bem comportado”):
“como a Tarzana Narrow (Zuzana Licko da Emigré, mais antiestablishment impossível - talvez apenas o Billy hehehe ­em sua melhor forma) e a good old Trade Gothic, que mereceu um corpo maior por ser condensada.”

Super-obrigado, Bruno! Demorô. Tão bacana e cult quanto a capa é a defesa do projeto!! ;)

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Entrevista na revista Webdesign: PDF para download

A Camila e o Luis da WebDesign me mandaram hoje o PDF da minha entrevista que saiu publicada na edição deste mês. Aqui um pequeno trechinho…

Entender os principais aspectos envolvidos no processo de interação do usuário com os sistemas computacionais é um dos grandes desafios na concepção de projetos eficazes. Na busca por tal conhecimento, o Ergodesign surge como um dos melhores atalhos para descobrirmos as respostas exatas nesta caminhada.

Wd :: Recentemente, você explicou que “… quando um projeto (design) é desenvolvido com base em preceitos de ergonomia, estamos diante do ergodesign. Ou seja, incorporando ao design elementos de pesquisa com os usuários, na sua interação homem-máquina”. Quais são os princípios fundamentais do ergodesign?

Luiz :: O conceito de ergodesign surgiu há mais de 20 anos para acabar com as distâncias entre as disciplinas da ergonomia e do design. Anteriormente, havia grande dificuldade de ambos os lados de entender quais seriam os benefícios mútuos de uma aproximação.

Do lado do design, via-se a ergonomia como limitadora da criatividade ou como uma complicadora dos projetos, já que exigia estudos e análises, tornando o projeto demorado e caro. Pelo lado da ergonomia, não se conseguia compreender a dinâmica do processo de design, e não se conseguia transmitir as descobertas aos designers de maneira sintetizada e de fácil aplicação.

O conceito de ergodesign foi criado para construir uma ponte entre as disciplinas. A sinergia desta união resultou numa abordagem interdisciplinar produtiva e que garante a aplicação dos dados ergonômicos ao projeto, assim como a colocação da teoria em prática.

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Se você gostou, baixe aqui a entrevista completa em PDF.

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Entrevista na revista Webdesign

Revista Webdesign

A revista Webdesign deste mês publica uma entrevista minha, de sete páginas, sobre os temas gerais de que trata este blog: ergodesign, usabilidade e arquitetura de informação.

As perguntas da revista abordaram os conceitos fundamentais de ergodesign e de IHC, as técnicas de pesquisa com usuários, a aplicação dos resultados dessas pesquisas aos projetos, o papel da estética, o perfil ideal do arquiteto de informação e as perspectivas para as interfaces do futuro.

Nas bancas.

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Palestra na UNIRIO (3)

Eis aqui finalmente a apresentação da Unirio, baseada na minha tese.
Vídeo da apresentação.

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Palestra na UNIRIO (2)

Palestra de Luiz Agner na UniRio - junho 2008.

Fotos da apresentação de ontem na UniRio, cedidas pelo amigo Horácio Soares, da Acesso Digital. As restantes estão em seu Fickr. Agradeço à amiga Patricia Tavares, da TI do IBGE, a minha quarta leitora, pela gentileza e carona.

Palestra de Luiz Agner na UniRio - junho 2008.

À esquerda, a anfitriã prof. Simone Bacellar, da pós em Sistemas de Informação. Amanhã vou fazer o upload dos arquivos da apresentação, com áudios e vídeos. Aguarde! Durante o evento, descobri que não tenho só 4 leitores neste blog :)

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Palestra na UNIRIO

Amanhã vou realizar a palestra sobre “Arquitetura de Informação e Governo Eletrônico”, baseada na minha tese de doutorado, na UNIRIO, às 17h, na Av. Pasteur, Urca, Rio de Janeiro, a convite da professora Simone Bacellar. Estão convidados os meus 4 leitores! :)

Local:
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Departamento de Informática Aplicada /
Curso de Sistema de Informação

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Pequena história da arquitetura de informação e usabilidade no Rio de Janeiro

Esta mensagem foi postada pelo Robson (em comentário a uma mensagem minha) na lista de Arquitetura de Informação. Há tempos estava querendo colocá-la aqui, como um registro de um pouco de história (embora ainda bastante incompleto). Abre aspas:

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O Agner citou o LEUI, na PUC-Rio. Ainda há o fato de o primeiro curso de mestrado em Design ter sido criado no Rio e de ter contado com a hipercompetente presença da Dra. Anamaria de Moraes no corpo docente, o que deu um grande estímulo aos estudo de ergonomia e usabilidade para interfaces de interação humano-computador desde os anos de 1990. Em 2003 teve início a primeira turma do curso de doutorado em Design, com a primeira tese de doutorado em desgin relacionada a interfaces para recuperação de informação na web, defendida em 2006.

Já em 1999 foi criado o curso Design de Interfaces, no Centro Universitário Carioca, onde assuntos como ergonomina, usabilidade e AI sempre estiveram na pauta. Além disso, desde 2001 oferecemos cursos de usabilidade na PUC-Rio, inicialmente como workshops, passando por cursos de extensão e hoje temos uma pós-graduação bastante reconhecida, por onde passaram pessoas de vários
estados brasileiros e profissionais de várias grande empresas, como TIM, Globo.com, Neoris, Globo Online entre outras.

Também por iniciativa do LEUI, há oito anos foi realizado o primeiro Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade e Design de Interfaces e Interação Humano-Computador USIHC). É um evento fortemente pautado em apresentar e discutir estudos em ergonomia e usabilidade de sistemas e interfaces digitais e este ano será realizdo no Maranhão (em 2007 foi em Camboriú e em 2006 foi em Bauru).

Essa massa crítica formada na cidade deu origem a outras iniciativas, como o curso de pós-graduação em Webdesign na UniverCidade, o curso de Projeto de
Interfaces Gráficas para Mídias Integradas e o curso de Arquitetura de Informação, ambos na ESPM Rio. Em paralelo, profissionais e pesquisadores do Rio (e tem muito profissional-pesquisador e vice-versa) frequentemente se unem para organizar palestras, workshops e eventos, como o Dia Mundial da Usabilidade (WUD-RJ), que dá visibilidade à área.

Empresas que investem em AI e em usabilidade também estão localizadas no Rio, como Globo.com e Globo Online, Sirius Interativa e Simples Consultoria.

Assim, fica claro que não se trata de bairrismo, e sim falar a respeito de trabalho realizado ao longo do tempo. É muito bom refletirmos sobre a história recente para entender o crescimento da área [Robson Santos]

Só vou inserir aqui um adendo meu:

Em outros estados também têm sido gerados trabalhos acadêmicos importantes sobre Arquitetura de Informação, contribuindo assim para a criação de uma massa crítica sobre o tema, como as dissertações de Guilhermo Reis (USP), Flávia Macedo (UnB), e a monografia de Belkiss Marcorio (GO) [Luiz Agner].

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Encontro de AI no Rio

encontro de AIs do Rio - 2008

Publicando atrasado a foto do nosso encontro de AIs do Rio, na Cobal do Humaitá (última sexta). Da esquerda para a direita: Edson Rufino, Magali, Gustavo Gawry, Katija Aquino, eu e Robson Santos.

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