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Palestra: jornalismo digital e design de interfaces gestuais

Vídeo da minha palestra no Seminário IBGE – Av. Chile, Rio de Janeiro, em 2013. Foi a apresentação de minha pesquisa de Pós-doutorado desenvolvida no Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC-UFRJ) para um pequeno grupo de publicitários, jornalistas e interessados no tema.

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Cultura da convergência em pauta

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De acordo com Henry Jenkins, a cultura da convergência reflete uma transformação cultural (e não somente tecnológica) que está em curso. Ela torna imprecisas as fronteiras entre os meios de comunicação tal qual os conhecemos. A relação de cada meio estabelecido com o seu uso está se corroendo pois o mesmo conteúdo flui por diversos canais e assume formas distintas de recepção. Haverá um longo período de transição midiática com sinais confusos, interesses conflitantes, direções imprecisas e resultados imprevisíveis, gerando novas oportunidades para a expressão da cultura popular. Surgem novas relações entre públicos, produtores e conteúdos de mídia.

Em suma, os tempos mudaram e as empresas percebem que é preciso inovar para capturar o olhar dos consumidores para seus produtos e marcas.

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IHC em filmes de ficção científica

Videofone em cena de Metropolis, de Fritz Lang (1927)

Aaron Marcus publicou o livro “The Past 100 Years of the Future: HCI in Science-Fiction Movies and Television”, um ebook sobre a Interação Humano-Computador em filmes de Ficção Científica.

Lá estão os comentários de diversos filmes como Total Recall (1990), Minority Report (2002), Matrix (trilogia 1999, 2003) e Avatar (2009), mostrando o futuro da interação humano-computador imaginado por seus diretores.

Confesso que senti falta de Blade Runner :-(

[Patricia Tavares]

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Jornalismo para tablets: o vespertino digital de O Globo

Este é post é sobre um artigo apresentado no congresso InterCom 2012. Os novos dispositivos tecnológicos e a Internet habilitam novas práticas de leitura, que têm colocado em cheque as empresas de mídia em todo o mundo. A circulação mundial de jornais tem diminuído, segundo a Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias.

Os jornais impressos diários tiveram uma queda de 2% na circulação, de 528 milhões em 2009 para 519 milhões em 2010. A Internet e as mídias sociais estão mudando o conceito e processo de coleta e disseminação de conteúdo, e colocando em risco o tradicional modelo de negócios do jornalismo impresso.

Este trabalho pretende fornecer uma contribuição para a definição de parâmetros que venham a orientar o Design, a editoração visual e de conteúdos, e o processo de criação de interfaces, de forma a garantir a qualidade da interação gestual com os conteúdos jornalísticos – respeitando-se as possibilidades, limitações e requisitos cognitivos do leitor imersivo.

Apresentamos aqui o resumo de entrevistas exploratórias e a análise parcial do método de observação de usuários aplicado ao estudo de caso do vespertino digital do jornal O Globo para o Ipad.

Baixe o artigo na íntegra por aqui:
Avaliação de usabilidade do jornalismo para tablets

Agradecimentos especiais a todos os alunos que participaram da pesquisa!

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O design da interação gestual

O reconhecimento de gestos é um tópico específico da Ciência da Computação e da Tecnologia da Linguagem e objetiva interpretar a comunicação corporal humana a partir de algoritmos matemáticos.

Muito trabalho tem sido investido no desenvolvimento e na investigação de interfaces “naturais” de interação, que também têm despertado grande interesse para o cinema de ficção científica, a exemplo dos filmes Johnny Mnemonic (1995, com Keanu Reeves, na cena acima), Final Fantasy (2001), Minority Report (2002) e Avengers (2012). Acima, uma cena de Johnny Mnemonic, que antecipou o paradigma da interação gestual.

Além da ficção, as interfaces gestuais têm sido um constante tema de pesquisas sobre acessibilidade para pessoas com tipos diversos de deficiências, já que se constituem em alternativa para as técnicas de interação baseadas no paradigma do desktop.

O pesquisador Michael Nielsen propôs uma taxonomia dos gestos: a gama de gestos disponíveis para a interação em uma interface é chamada de “vocabulário gestual”. Existem duas formas de classificação de gestos: do ponto de vista descritivo e do ponto de vista semântico. O primeiro diz respeito apenas à descrição dos movimentos; o segundo se refere ao que comunicam e aos seus objetivos.

A dimensão descritiva vai classificar gestos estáticos e gestos dinâmicos. Os gestos estáticos se referem a posturas, posições relativas das mãos e dedos, sem considerar os seus movimentos. Os gestos dinâmicos são movimentos, ou seja, a alteração da trajetória da mão ou da postura durante um intervalo de tempo.

A dimensão semântica, de acordo com Justine Cassell, pode ser de natureza consciente ou espontânea, interacional ou propositiva. Gestos conscientes possuem significados sem discurso, enquanto gestos espontâneos só têm significado no contexto de uma fala do interlocutor.

Abaixo, apresentação de aula realizada na PUC-Rio, em disciplina sobre Design de Interação na pós em Ergodesign de Interfaces, Usabilidade e Arquitetura de Informação.

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Artigo: a usabilidade do jornalismo para tablets

Este post apresenta um artigo já aprovado para apresentação no 12. Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces Humano-Computador – 2012.

As telas sensíveis ao toque hoje difundem notícias, fotos, infográficos, ilustrações, charges, anúncios, crônicas e editoriais que se tornaram dinâmicos, com a inclusão de áudio de qualidade, vídeos, animações, vibrações e fotografias manipuláveis, tudo com grande apelo estético e visual.

O modelo de interação sensível aos gestos, adotado por essas máquinas, levanta a promessa de revolucionar a recepção e os requisitos de produção da linguagem jornalística.

Este artigo tem o objetivo de iniciar a discussão de alguns aspectos de uma pesquisa em curso, que procura centrar-se na recepção e no consumo de novas formas de apresentação da informação jornalística, disseminadas com a introdução de tecnologias de interação baseada em gestos — discutindo-as e problematizando-as a partir da incorporação de conceitos e métodos de avaliação multidisciplinares.

Leia o artigo completo aqui:
Usabilidade do Jornalismo para Tablets: Uma Avaliação da Interação por Gestos em um Aplicativo de Notícias

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Artigo para a revista Zona Digital

Tom Cruise interage com um sistema por meio dos gestos em Minority Report.

Atualmente, pode ser notada a emergência de práticas de leitura mediadas por computadores portáteis, máquinas pessoais poderosas basicamente voltadas para a recepção e a leitura de informação, para internet, interação social e jogos – que estão sendo inseridas na nossa cultura cotidiana e no mercado editorial, com grande impacto e velocidade. As telas sensíveis ao toque difundem notícias, fotos, infográficos, ilustrações, charges, anúncios, crônicas e editoriais que se tornaram dinâmicos, com a inclusão de áudio de qualidade, vídeos, animações, vibrações e fotografias manipuláveis, tudo com grande apelo estético e visual.

O modelo de interação sensível aos gestos, adotado por essas máquinas, levanta a promessa de revolucionar a recepção e os requisitos de produção da linguagem jornalística. O reconhecimento de gestos representa o início de uma nova forma de os humanos interagirem com os computadores, que começam a compreender a linguagem do corpo, indo além das interfaces mecânicas tradicionais. As telas que respondem ao toque são prazerosas de se utilizar, na medida em que adicionam à navegação a experiência da atividade e de manipulação direta dos conteúdos, superando o simples método point-and-click. As interfaces gestuais acionam particularmente o nosso sistema sensorial háptico – que entra em ação, em conjunto com o sistema visual e auditivo – para compor a polissensorialidade perceptiva característica do novo tipo de leitor, como demonstrou Santaella (2004).

Este texto tem o objetivo de iniciar a discussão de alguns aspectos de uma pesquisa em curso, que procura centrar-se na recepção e no consumo de novas formas de apresentação da informação jornalística, disseminadas com a introdução de tecnologias de interação baseada em gestos — discutindo-as e problematizando-as a partir da incorporação de conceitos e métodos de avaliação multidisciplinares. Enfatizamos a necessidade de questionar suas premissas, e avaliar seus erros e acertos, para a identificação de parâmetros que orientem o trabalho dos designers de interação que pretendem desenhar publicações para dispositivos com interfaces sensíveis aos gestos, sob o ponto de vista da sua centralidade no leitor imersivo.

LEIA MAIS:
Link para artigo para a Revista Zona Digital (UFRJ-PACC).

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As teorias feministas e a interação humano-computador

Foto Louise Weiss


Como estamos no mês em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, então vou comentar algo que eu li sobre como as teorias feministas podem contribuir na interação humano-computador.

O Dia Internacional da Mulher é celebrado em 8 de março, dia em que são lembradas as lutas das mulheres por melhores condições de vida, trabalho e pelo direito de votar. As mulheres foram ocupando seu espaço através dos movimentos feministas e as teorias desenvolvidas puderam tornar o trabalho das mulheres mais valorizado.

Este assunto foi tema de um workshop no ACM CHI Conference on Human Factors in Computing Systems (CHI2011), realizado em maio de 2011 em Vancouver, no Canadá. Neste workshop, os pesquisadores foram convidados a refletir sobre as maneiras pelas quais o pensamento feminista tem impacto no campo de interação humano-computador. Os trabalhos mostraram o que as perspectivas feministas tem em comum com design centrado no usuário, como a consideração de pontos de vista alternativos e a compreensão de como, quando, onde e por que as pessoas fazem o que fazem.

Os trabalhos publicados estão disponíveis aqui ou na edição especial da revista Interacting With Computers.

Esse assunto também foi exposto no artigo de Michael Muller, pesquisador da IBM que fez um relato pessoal sobre como o feminismo o ajudou a pensar sobre IHC. Segundo ele, as teorias feministas argumentam que a mulher tem o direito de ser ouvida e de fazer as escolhas que possam afetá-la. Comparando com IHC, estes pensamentos o encorajaram a ouvir a “voz do usuário”, que muitas vezes é silenciada na hora do desenvolvimento de um produto ou de um sistema. Sendo assim, ele procurou trazer os usuários para seu local de trabalho, pois eles serão os consumidores finais do produto e somente eles poderão julgar quais são suas prioridades e suas necessidades.

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[Patricia Tavares]

 

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Interface cérebro-máquina: a força do pensamento

 

A evolução dos computadores aliada a neurociência nos traz a integração entre cérebro e máquinas, onde não usaremos mais teclados, monitores ou mouses e nos comunicaremos diretamente com as máquinas através da nossa mente.

O pesquisador brasileiro Miguel Nicolelis, pioneiro neste estudo, concedeu uma entrevista para falar sobre o assunto. Segundo ele, em um curto prazo a medicina poderá ser beneficiada com essas aplicações, através de novos métodos de reabilitação neurológica. Os avanços englobam os tratamentos de paralisias de forma não-invasiva, além de estudos sobre o Mal de Parkinson.

Na entrevista ele comenta que grandes empresas (Google, Intel e Microsoft) já tem suas divisões de interface cérebro-máquina; ele também fala sobre os desafios da ciência no Brasil.

Esta realidade pode parecer distante de nós, mas isso me lembra o filme Minority Report, ambientado em 2054. No filme, Tom Cruise arrastava imagens em telas grandes com as mãos. Na época, Steven Spilberg consultou especialistas em tecnologias do futuro para imaginar como seria a tecnologia em 2054, mas não precisou demorar tanto para esta tecnologia estar presente nos iPhones e iPads que usamos atualmente!

Gostou do assunto? Então leia aqui a entrevista na íntegra.

[Patricia Tavares]

 

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Trabalho do Simpósio de Cibercultura 2011

Percebe-se que novas práticas culturais de leitura têm surgido mediadas por dispositivos eletrônicos portáteis que estão sendo rapidamente inseridos no mercado editorial e na nossa vida cotidiana.

Cabe observar que a atual corrida dos engenheiros e designers para desenvolver interfaces gestuais para esses dispositivos tem se dado com o esquecimento de princípios e padrões elementares do Design de Interação. Este trabalho visa a iniciar um diálogo com as diferentes correntes teóricas que podem contribuir de forma significativa para o entendimento do novo tipo de interação.

Para isto, é importante buscar o aporte de múltiplas abordagens, como teorias do campo da Cibercultura, da Interação Humano-Computador (IHC), (em suas visões tanto cognitiva quanto semiótica), e da Arquitetura da Informação (AI), além dos Estudos Culturais do Software.

Esta pesquisa pretende centrar-se na recepção e consumo de novas formas de apresentação da informação jornalística, analisando-as sob o ponto de vista da sua usabilidade e da sua comunicabilidade.

Clique: Download do artigo completo.

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