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Tributo a Tatsuo Yoshida

Fui assistir com meu filho ao divertido filme Speed Racer (Mach Go! Go! Go!) que faz uma releitura gráfico-sensorial do clássico seriado para a TV que marcou a minha infância e toda uma geração de pivetes.

Nesta adaptação os irmãos Wachowski (ver trilogia Matrix) elevaram o produto quase à categoria de arte. Pode ser que daqui a alguns anos o “Speed Racer dos Wachowski” seja cultuado com reverência pelos novos fãs do animé. Algumas cenas equivalem à sensação visual obtida nos games.

No link do Youtube, a introdução original em japonês desse herói criado em 1967 pelo talentoso desenhista autodidata Tatsuo Yoshida (1932-1977), que compreendeu a linguagem dos mangás transpostos para a TV e seguiu os passos de Osamu Tezuka (Astro Boy). Além de Speed, Yoshida criou também a série dos Agentes Fantasma (1964), uma equipe de ninjas modernos (que tinham a capacidade de pular para trás, em Rewind), a serviço do governo japonês, apresentada no Brasil, na década de 70.

Quando era criança levei alguns tombos tentando pular como eles :)

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cartum

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Chat sobre Ergodesign e Usabilidade (2)

Reproduzo aqui trechos selecionados do chat durante o curso de Webdesign da Arteccom:

[21:07] Hunald Vale - Gostaria de saber um poco sobre portais governamentais. Seria indicado uma padronização? não seria mais fácil passar de um site do TJ pro site de um ministério sem se sentir perdido?
[21:07] Hunald Vale - ufa!
[21:08] Luiz Agner - Acho que vc deve estudar um pouco sobre o conceito de governo eletronico (e-gov)
[21:09] Luiz Agner - as instituições publicas adoram pensar q vao resolver todos os problemas com a padronizacao
[21:09] Camila Batistão - isso é verdade…
[21:09] Luiz Agner - mas o conceito de e-gov se centra no publico-alvo, nos usuarios…
[21:09] *** Wallace Vianna entrou na sala
[21:09] Hunald Vale - é vero,……….e não nas empresas(governo)
[21:09] Luiz Agner - padronizar tudo pode nao ser uma boa soluçao
[21:10] Wallace Vianna - Luiz Agner já chegou (risos)?
[21:10] Luiz Agner - levando em consideraçao de que cada serviço do governo, em suas diversas instancias, tem o seu publico-alvo especifico
[21:10] Camila Batistão - mas luiz, no caso de sites do governo pessoas de alta e baixa escolaridade acessam o site, correto??
[21:10] *** Alexandre Henrique entrou na sala
[21:11] Camila Batistão - ahhh
[21:11] Luiz Agner - a padronizaçao neste caso pode resvalar em uma burocratizaçao do design
[21:11] Luiz Agner - o conceito de governo eletronico eh centrado no cidadão
[21:11] Wallace Vianna - Perdí muita coisa em 10 minutos!
[21:12] *** Paulo Marcos entrou na sala
[21:12] Camila Batistão - sendo o publico o cidadão devemos considerar a taxa de escolaridade???
[21:14] Luiz Agner - como o cidadao brasileiro eh muito diversificado, torna-se muito importante neste caso o estudo do perfil dos usuários.
[21:15] Luiz Agner - O governo eletronico é um conceito novo e que significa muito mais do que um governo informatizado. Trata-se da utopia de um Estado aberto e ágil para atender as necessidades da sociedade e envolve utilizar tecnologias de informação e comunicação para ampliar a cidadania, a transparência e a participação dos cidadãos.
[21:20] Lenon Della - Luiz, qual a definição para “ergodesign” ?
[21:22] Luiz Agner - quando um projeto (design) eh desenvolvido com base em preceitos de ergonomia, estamos diante do ergodesign.
[21:23] Luiz Agner - ou seja, incorporando ao design elementos de pesquisa com os usuarios, na sua interaçao homem-maquina.
[21:23] Luiz Agner - isto eh o ergodesign.
[21:25] Cláudia Maria - como assim “elementos de pesquisa”?
[21:27] Luiz Agner - elementos provenientes da pesquisa com os usuarios. Ate onde sei, a ergonomia nao tem formulas prontas, eh preciso levantar dados sobre a eficacia de utilizacao junto aos usuarios.
[21:41] Cláudia Maria - Luiz, gostaria de entender melhor o que é ergodesign. Ainda não consegui saber exatamente o que é.
[21:43] Luiz Agner - o ergodesign eh o design que trabalha com os principios da ergonomia…
[21:43] *** Caroline de Mattos entrou na sala
[21:43] Luiz Agner - a ergonomia estuda a interaçao homem-maquina, com foco no ser humano, e nao na maquina…
[21:44] Luiz Agner - ou seja, foca as suas premissas de projeto nas questoes humanas, e nao nas questoes estritamente tecnologicas…
[21:44] Hunald Vale - seria então uma das vertentes da IHC?
[21:45] Luiz Agner - a tecnologia tem as suas logicas especificas, mas o ser humano se comporta segundo logicas diferenciadas e proprias…
[21:46] Luiz Agner - que podem envolver questoes culturais, educacionais, cognitivas, psicologicas etc…
[21:52] Luiz Agner - o ergodesign sempre pesquisa o comportamento dos usuarios. para isto, existem varias tecnicas de pesquisa. os testes de usabilidade sao apenas uma das tecnicas possiveis.

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ergodesign

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Chat sobre Ergodesign e Usabilidade

Hoje às 21 horas estarei participando de um chat com alunos do curso de webdesign da Arteccom, sobre o tema Ergodesign e Usabilidade. Local de acesso: http://www.arteccom.com.br/curso (menu chat).

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Encontro de AI no Rio

encontro de AIs do Rio - 2008

Publicando atrasado a foto do nosso encontro de AIs do Rio, na Cobal do Humaitá (última sexta). Da esquerda para a direita: Edson Rufino, Magali, Gustavo Gawry, Katija Aquino, eu e Robson Santos.

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usabilidade
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Grids para o design de interação

Capa de “Grids: Construção e Desconstrução” de Timothy Samara

A revista WebDesign, publicação impressa da Arteccom, é o principal veículo de comunicação sobre o design para web no país. Apresenta mensalmente artigos, entrevistas e reportagens sobre a criação e o desenvolvimento de projetos interativos. A WebDesign deste mês publicou uma matéria de capa sobre a discussão do emprego de grids em projetos para a web. Participaram os designers João de Souza Leite, professor da ESDI e da PUC-Rio, José Ricardo Cereja, coordenador da Infnet, Marcelo Gluz, gerente da Globo.Com, Evelyn Grumach, da EGDesign, entre outros. Todo o debate girou em torno dos conceitos do clássico livro “Grids: Construção e Desconstrução” de Timothy Samara, recém-publicado no Brasil.

Convidado pelo diretor de redação Luis Rocha a participar da matéria, me animei a registrar reflexões sobre este interessante tema que tem perpassado toda a história do Design no séc. XX, e pontuado algumas de minhas aulas na UniverCidade. Abaixo, elas são reproduzidas na sua íntegra:

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Função do grid - Segundo Timothy Samara , todo trabalho de design pressupõe a solução de problemas visuais e organizativos. As ilustrações, fotos, símbolos, massas de textos, chamadas, subtítulos, gráficos, links e botões devem ser reunidos para transmitir a informação e facilitar as tarefas do usuário. O grid é a maneira racional de juntar todos esses elementos. A função do grid é introduzir uma ordem sistemática num leiaute e permitir que o designer diagrame com eficiência uma grande quantidade de informação. Também permite vários colaboradores num mesmo projeto.

Vantagens - A principal vantagem da utilização do grid em projetos interativos é permitir a consistência visual da interface ao longo de todas as suas telas. Esta é uma característica fundamental, pois se relaciona diretamente a um importante princípio heurístico da usabilidade, defendido por diversos pesquisadores da área como Ben Shneiderman e Jakob Nielsen.

Grid no projeto de interação - O grid para a construção de um projeto interativo deve preferencialmente trabalhar com uma abordagem líquida, permitindo flexibilidade para apresentação da informação em diversas resoluções e diferentes dispositivos de acesso . Deve ser orgânico na ordenação dos elementos e da informação. A largura e altura das colunas podem variar, por exemplo, e o usuário poderá habilitar um corpo maior para o texto, para o seu maior conforto de leitura, causando um natural deslocamento do conteúdo. Nesse sentido, um grid hierárquico é o mais adequado para a web, pois permite a padronização das áreas de exibição com mais flexibilidade.

Elementos do grid - Os elementos principais de um grid para um projeto interativo são aqueles que permitirão acomodar com naturalidade os sistemas clássicos de navegação embutidos no conteúdo dos websites: a navegação global, local, e a contextual. Sem estas características elementares não há boa arquitetura de informação.

Grid hierárquico - Apesar de o grid hierárquico ser o mais adequado para as telas de sistemas interativos na web, acredito que, no limite, qualquer tipo de grid possa ser empregado com sucesso, inclusive uma combinação deles em diferentes subsites. Mas note que o conteúdo dinâmico dos sites e o redimensionamento das janelas exigem flexibilidade e desencorajam uma abordagem modular estritamente tradicional.

Violação do grid - Na web, com suas diversas camadas, há inúmeras oportunidades de o designer superar as regras clássicas do grid, desconstruindo-as a partir do uso de técnicas de programação como CSS, Action Script e Ájax. Inclusive pode-se colocar nas mãos do usuário a decisão final sobre a apresentação visual da informação na tela, permitindo-lhe a distribuição dinâmica dos blocos de conteúdo através do grid ou fora dele. O único limite existente para este tipo de experimentação é o próprio usuário, acredito eu, pois a “violação” das características tradicionais de um grid só tem sentido na medida em que colocar maior controle sobre a apresentação do conteúdo nas mãos do usuário, facilitando as suas tarefas. Em resumo, o limite é a usabilidade e encontrabilidade da própria informação.

Grids X criatividade - Não penso que seja um problema somente de tecnologia. Você também pode utilizar tecnologias interessantes como CSS e abordagem tableless para criar um projeto monotonamente cansativo e pouco inovador. A web está ficando mais madura, e nossas relações com ela estão mudando, entretanto as oportunidades de inovação e de criatividade muitas vezes são bloqueadas por limitações não nossas, ou da tecnologia em si, mas dos clientes, ou do modo tradicional como a maioria das empresas é administrada. Estas, muitas vezes, trabalham com expectativas preconcebidas sobre o resultado gráfico a ser alcançado. Ainda há muitos economistas, engenheiros e advogados aprovando os projetos de design lá no lado dos clientes.

Usabilidade do grid - Outro desafio é que, ao desconstruir os grids previsíveis, os designers são desafiados a manter a facilidade de uso com layouts que destoam do que estamos acostumados. A adequada análise das tarefas do usuário e da encontrabilidade da informação, neste caso, é essencial. Isto poderá implicar uma maior necessidade de testes de usabilidade, e outras técnicas de projeto, como o card sorting, para garantir a boa arquitetura de informação.

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Post momesco

Uma pausa para os festejos momescos registrados na minha Cybershot. Acima, ao som do famoso hino da União da Ilha, no sábado. Neste desfile, a agremiação resolveu reeditar o clássico “É Hoje”, de 1982.

Aqui, a empolgante bateria da Caprichosos.

Ziriguidum! Ziriguidum! :)

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Uma homenagem e um adeus

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1929 - 2007
Sem palavras.

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Tecle “esc” para funcionar

Mercedes Sanchez e a cafeteira do Palácio do Planalto

Parece piada mas é verdade. A cafeteira do refeitório do Palácio do Planalto só começa a funcionar se você apertar a tecla “esc”. Mercedes Sanchez e eu achamos tão curioso o fato que resolvemos registrar. Seria esta uma metáfora para os problemas de administração do nosso País? ;)

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Arquitetura de informação e usabilidade no Palácio do Planalto

Palestra de Luiz Agner no Palácio do Planalto, Brasília.

Ontem, dia 21, ocorreu no auditório do Anexo I do Palácio do Planalto, em Brasília, mais um evento do Programa de Integração e Aperfeiçoamento em Comunicação Pública, promovido pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, focalizando especificamente o tema Internet.

Aberto por Ottoni Fernandes Jr., o fórum contou com a palestra de Pedro Cabral, o fundador da Agência Click, que traçou um panorama geral do uso da Web, focalizando a convergência das mídias e as perspectivas futuras da Internet no Brasil. Em seguida, teve início um amplo painel que abordou o tema “Arquitetura, Design e Usabilidade - Eficácia, eficiência e satisfação”, com a participação de Mercedes Sanchez, consultora especialista em usabilidade e webwriting, e de Sérgio Carvalho, coordenador de usabilidade da agência Sirius Interativa. À tarde, Marión Streker, diretora de conteúdo do portal UOL, falou sobre o desafio de prospectar, conceber e manter conteúdos na Web.

Ao final, teve lugar o painel intitulado “Desafios da Prestação de Serviços Públicos na Internet”, com Rogério Santanna, Secretário de Logística e Tecnologia de Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e responsável pelo Governo Eletrônico; Gene Alarcon e Márcio Cruvinel, ambos do site da Receita Federal; e o humilde blogueiro que vos escreve. Luli Radfahrer, professor da ECA-USP, chegou atrasado devido ao caos aéreo e acabou participando deste painel (sua fala estava prevista para a parte da manhã).

Para nós, militantes e evangelizadores da usabilidade e da arquitetura de informação, é um alento perceber que o governo federal está começando a acordar para a questão. A ficha está caindo. No link do SlideShare (acima), vocês podem acompanhar como foi a apresentação no painel.

Como podem ver, fui embecado, de terno e gravata (trajes que não estou acostumado a usar), o que causou um enorme susto no Luli, que pensou tratar-se de um funcionário da Receita querendo levar o seu IBook. ;)

Na foto, pela ordem: Mercedes Sanchez, Silvia Sardinha, Luiz Agner e Sérgio Carvalho.
Nesta outra, painelistas e público assistem a crítica e divertida participação de Luli Radfahrer.

O programa do evento.

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Ficha catalográfica

A biblioteca da PUC já me mandou a ficha catalográfica da tese, de uma forma que eu achei adequada, pois utiliza um link remissivo para o meu nome completo. Após a revisão, colocarei aqui os pdfs para download. É a seguinte a ficha:

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Agner, Luiz, 1959-

Arquitetura de informação e governo eletrônico: diálogo cidadãos-Estado na World Wide Web, estudo de caso e avaliação ergonômica de usabilidade de interfaces humano-computador / Luiz Carlos Agner Caldas ; orientador: Anamaria de Moraes. – 2007
351 f. : il. ; 30 cm

Tese (Doutorado em Design)–Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.
Inclui bibliografia

1. Artes – Teses. 2. Design. 3. Ergonomia. 4. Interação humano-computador. 5. Usabilidade. 6. Governo eletrônico. 7. Arquitetura de informação. 8. Interface. 9. World Wide Web. I. Moraes, Anamaria. II. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Departamento de Artes. III. Título.

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O trabalho já entrou também no Sistema de Acompanhamento.

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