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Bruno Porto cria a capa da segunda edição de “Ergodesign e Arquitetura de Informação”

Estudos do Bruno Porto para a capa do meu livro

O designer e colega Bruno Porto, emérito professor do Raffles Design Institute, Shanghai, está desenvolvendo os estudos para a capa da segunda edição do meu livrinho “Ergodesign e Arquitetura de Informação”, atualmente esgotado. A previsão da editora é que a segunda edição saia ainda este semestre (assim, é claro, que eu tiver tempo para entregar os capítulos revisados ;))

Como vêem, a capa está ficando maneiríssima e o memorial descritivo não fica atrás. Segundo Bruno, a proposta agora é radical: “uma ruptura completa da percepção que se tinha da primeira edição do livro, que agora já se encontra estabelecido, recomendado e conhecido junto ao público-alvo que se renova”.

“O fato de ser uma segunda edição celebra seu sucesso, e um passo adiante, em layout e abordagem se faz mister! Daí, o que ‘grita’, à primeira vista, é o nome do autor, claro, e a “2a edição”. A capa, em si, chama atenção pelo caótico, e a mensagem-síntese da obra está lá, na própria capa: o grid te salvará, webdesigner!”

“A palavra “design” está bem destacada (disfarçando seu ‘ergo’), e ­ o termo principal ­
‘arquitetura de informação - com bastante movimento, motion graphics sangrado para todos os lados da ilustração, que é, proposital e provocativamente, um prédio. A capa foge do visual “apostila” que a 2AB estabeleceu, a Rosari deu prosseguimento, e a Quartet não se mexe muito (so far) para mudar.”

Quanto à tipografia, Bruno estudou variantes para a mainstream Helvetica (mas ainda no sentido “bem comportado”):
“como a Tarzana Narrow (Zuzana Licko da Emigré, mais antiestablishment impossível - talvez apenas o Billy hehehe ­em sua melhor forma) e a good old Trade Gothic, que mereceu um corpo maior por ser condensada.”

Super-obrigado, Bruno! Demorô. Tão bacana e cult quanto a capa é a defesa do projeto!! ;)

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Mais resenhas na blogosfera

Volta e meia, eu encontro na web uma nova resenha escrita sobre o meu livro “Ergodesign e Arquitetura de Informação” (Quartet, 2006). Esta aqui (que tomei a liberdade de reproduzir) foi feita por Rafael Rez Oliveira, no blog Ex Vertebrum. Obrigado, Rafael !!

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Abre aspas:

Luiz Agner é o primeiro autor brasileiro a dedicar um livro inteiro ao tema da Arquitetura da Informação. A abordagem utilizada por Agner é simples e direta: relaciona o ergodesign (projeto de design baseado na ergonomia) com o design da informação em diversos capítulos curtos, cada um abordando um tema específico.

A AI é derivada das disciplinas de IHC (Interação Humano Computador) e da Biblioteconomia, valendo-se também da capacidade dos designers de organizar visualmente os sistemas de informação. O profissional que consegue reunir estas habilidades é o Arquiteto da Informação.

Agner se vale de uma linguagem jovem, não-acadêmica e descontraída para tornar o tema mais simples de compreender, e neste questito ele obtém muito sucesso. O livro foi muito bem recebido tanto por profissionais da área quanto por acadêmicos e pesquisadores, que passam a contar com uma bibliografia de apoio mais completa.

Li o livro todo numa só noite, numa tacada só, o que comprova a facilidade de absorvê-lo, mas é bom obeservar que nem por isso o livro é superficial. Agner se esforçou muito para conseguir fazer dele uma ferramenta de aprendizado completa.

Alguns trechos do livro estão disponíveis em forma de artigos no WebInsider.

Fecha aspas.

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Re-lançamento do meu livro no SBDI
Re-lançamento do meu livro no SBDI (ao fundo, Luiz Antônio Coelho também autografando, e a prof. Edna Cunha Lima)

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Mais resenhas…

Quero também agradecer aqui ao André Valongueiro pela resenha do livro “Ergodesign…” publicada em seu blog:

“… Gostaria de indicar, para aqueles que desejam ter o seu primeiro contato com a Arquitetura de Informação, o livro Ergodesign e Arquitetura de Informação - Trabalhando com o Usuário, de Luiz Agner.

É um trabalho excelente, onde é possível ter contato com muitos dos conceitos mais usados na Arquitetura de Informação.

Gostei especialmente da explanação sobre o papel da AI na inclusão digital e das dicas sobre como lidar com os interesses existentes dentro de uma organização quando se iniciam projetos de interface e estruturação de conteúdo para uma nova ferramenta ou website.”

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Ergodesign e arquitetura de informação - resenhas

Novamente gostaria de agradecer a todos os leitores do meu livro “Ergodesign e Arquitetura de Informação” que estão escrevendo resenhas sobre ele e postando-as em seus sites e blogs, a exemplo do Fred do Usabilidoido. Outra delas é a do Rodrigo Muniz, que tomei a liberdade de reproduzir aqui:

“Comprei o livro num pacote junto com “Não me faça pensar” e decidi lê-lo antes do clássico de Steve Krug por ter visto muitos comentários de que o livro fazia bem o papel introdutório em Arquitetura da Informação e é isso mesmo. Quando terminei de ler pareceu que havia revisado tudo o que já estudei na internet sobre AI e Usabilidade inclusive alguns textos do autor.

Destaque para o capítulo onde Luiz Agner fala dos processos políticos com os quais o Arquiteto da Informação deve se acostumar para conseguir uma interface focada no usuário sem ferir interesses internos das empresas.

Um dos meus pontos favoritos do livro é quando Agner abre os olhos para o papel da Arquitetura da informação na inclusão digital, onde mostra que assim como muitos designers de interface encaram os usuários como iguais, o governo está partindo da idéia que todos os brasileiros têm necessidades digitais comuns em programas de inclusão digital esquecendo que são sujeitos diferentes em sua origem e educação.

E outro assunto interessante é a informação nos websites do governo em um mar de burocracia que migra do mundo off-line para a web governamental e a importância do Arquiteto da Informação para dar acesso e transparência a esses dados, inclusive escrevi sobre isso no texto anterior.

Para mim Agner peca em alguns pontos não ligados ao assunto do livro e sim na linguagem abordada. Ele tenta criar um ambiente de leitura agradável e acaba se repetindo e usando vícios de linguagens que na minha opinião são desnecessários mesmo se você quer envolver o leitor num clima informal, porém pode ser falta de costume de minha parte ou não tenha entendido a linguagem do público alvo do livro com seus “tipo assim” e “ninguém merece“.

Mesmo assim, com referências aos mestres como Nielsen, Rosenfeld e Morville, o livro é uma ótima experiência para quem está começando no assunto ou mesmo para quem quer revisitar alguns pontos.

Sem dúvida indicarei a edição a todos os colegas de faculdade, fica a dica.”

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Valeu, Rodrigo!
Só queria te explicar que a linguagem descontraída e humorada adotada no livro é devida ao seu público-alvo principal: os estudantes de graduação em Design. Abraço!
(Agner)

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O lado bom de ser autor no Brasil

É fato notório que o Brasil tem um reduzido mercado leitor e que os custos de produção gráfica são altos, em virtude da pequena tiragem. Isto implica em que os lucros das editoras e dos autores não sejam grandes. Um autor normalmente não fica com mais do que 10% do valor do preço de capa. Esta é a praxe.

Bem, hoje, eu recebi uma parte dos direitos do meu livro “Ergodesign…” Uma fortuna incalculável, imaginem! Acho que vou comprar um Land Rover para juntar aos outros dois que já estão na garagem ;) Serviu para uma coisa: se eu tinha algum sonho de me tornar um Paulo Coelho da arquitetura de informação, coloquei imediatamente os pés no chão. Caraca, não é fácil ser autor no Brasil. Só mesmo sendo um mago! ;)

Entretanto, há uma coisa muito boa nisso de colocar as idéias no papel e sair distribuindo as cópias por aí pelos quatro cantos do país. Vou contar o segredo pra vocês: é o reconhecimento e o carinho do leitor.

Sim, sem demagogias, é o melhor de tudo e o que nos dá o verdadeiro alento.

Vou citar um exemplo. Hoje, recebi o e-mail do Vicente Martin, professor de Criação Digital, da ESPM de São Paulo. Ele me disse:

“Acabei de terminar a leitura de seu livro. Queria parabenizá-lo pelo ótimo conteúdo e pela fluidez do texto. A partir do semestre que vem irei adicionar na bibliografia da matéria”.

Anteontem, a Tatiana, aluna da Anhembi Morumbi (SP), me enviou a seguinte mensagem:

“Pode acrescentar uma fã na sua lista e, por favor, não pare de escrever porque assim você vai ajudar muito na minha formação acadêmica. Achei o livro muito fácil de ler e super-atual. Aguardo os próximos lançamentos, e que a ciência ilumine os seus pensamentos!”

Muito carinhoso, Tatiana! E teve ainda o Celso que escreveu o seguinte em seu blog, que eu descobri hoje na web:

“Temos excelentes profissionais de TI, mas são poucos que conhecem o negócio do cliente além do escopo da tecnologia. Dominam muito bem linguagens de programação, processos e práticas relacionadas à tecnologia mas são raros os que se aventuram a ler sobre assuntos diversos que ajudam a entender o produto ou serviço do ponto de vista do usuário ou do negócio do cliente. Leituras de livros e artigos sobre negócios, antropologia, fisiologia, ergonomia, design, filosofia ou qualquer coisa que ajude a pensar fora da caixa são raras.

E isso ainda leva a um efeito colateral negativo: poucos são capazes de multiplicar seu conhecimento de forma eficiente ou escrever bons textos, quiçá um livro - aliás, muitos não passariam num processo seletivo por redação. O lado positivo é que as exceções geralmente são muito boas: o livro Ergodesign e Arquitetura de Informação do Luiz Agner é um bom exemplo, entre outros.”

Obrigadíssimo, Vicente, Tatiana e Celso. Manifestações de leitores como vocês são o maior incentivo para continuar pesquisando e escrevendo!

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