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O futuro da interação humano-computador
Este é a minha primeira colaboração aqui no site do Agner. Espero que a dica seja útil !
Pesquisadores do MIT Media Lab’s Fluid Interfaces Group estão desenvolvendo novas formas de interação humano-computador. Abaixo estão alguns projetos, mas vale a pena ver também os outros no site deles.
Augmented Product Displays – Transforma qualquer superfície ou objeto em uma superfície interativa.
Inktuitive – Alia o papel e o lápis com as ferramentas de computação na criação de projetos.
MemTable – Mesa interativa sensível ao toque.
Mouseless – Mouse invisível que simula um mouse físico.
Quickies – Usa o reconhecimento de escrita para converter em mensagens no celular ou alertas no computador.
Fonte: http://www.cio.com/article/693187/The_Future_of_Human_Computer_Interfaces
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Trabalho do Simpósio de Cibercultura 2011
Percebe-se que novas práticas culturais de leitura têm surgido mediadas por dispositivos eletrônicos portáteis que estão sendo rapidamente inseridos no mercado editorial e na nossa vida cotidiana.
Cabe observar que a atual corrida dos engenheiros e designers para desenvolver interfaces gestuais para esses dispositivos tem se dado com o esquecimento de princípios e padrões elementares do Design de Interação. Este trabalho visa a iniciar um diálogo com as diferentes correntes teóricas que podem contribuir de forma significativa para o entendimento do novo tipo de interação.
Para isto, é importante buscar o aporte de múltiplas abordagens, como teorias do campo da Cibercultura, da Interação Humano-Computador (IHC), (em suas visões tanto cognitiva quanto semiótica), e da Arquitetura da Informação (AI), além dos Estudos Culturais do Software.
Esta pesquisa pretende centrar-se na recepção e consumo de novas formas de apresentação da informação jornalística, analisando-as sob o ponto de vista da sua usabilidade e da sua comunicabilidade.
Clique: Download do artigo completo.
A revolução na linguagem jornalística
Segundo a reportagem da tv Globo News (2011), a história do jornalismo para dispositivos móveis está apenas arriscando os seus primeiros passos. De acordo com a Associação de Editores Online dos EUA, os leitores de jornais norte-americanos que usam tablets serão, no início de 2012, 54 milhões de pessoas (se, é claro, a atual crise econômica não derrubar o império até lá…)
Os aplicativos de notícias estarão entre os mais usados nos novos dispositivos portáteis. Após a popularização dos tablets, surge a inevitável indagação: como produzir e consumir textos noticiosos no novo formato para a mídia digital?
Ocorre que o tablet não parece ser “mais uma plataforma” para a informação. Em um casamento aparentemente perfeito com a informação jornalística, o tablet restitui aos leitores o modelo de interação direta que o mouse lhes havia subtraído: o uso das mãos.
Ao empregar os dedos e os gestos para interagir e manipular diretamente a informação – folheando páginas de revistas ou jornais, ativando imagens, links, botões e vídeos – os usuários reencontraram a oportunidade de uma naturalidade da interação baseada em gestos.
Observa-se também que a integridade da hierarquização visual da informação – uma importante característica do jornalismo impresso – retornou ao primeiro plano nos tablets, retomando um papel proeminente na arquitetura de informação, o que nos remete à força da comunicação visual das revistas impressas. Isto havia se perdido após o estabelecimento e a disseminação dos princípios rígidos de usabilidade que se consolidaram no campo do webdesign.
A portabilidade seria a sua terceira característica fundamental. Com maior conforto e comodidade, possivelmente recostado a uma poltrona ou sofá, o leitor é convidado a passar mais tempo interagindo com a interface: verifica-se que, num site de notícias, ele empregará a sua atenção em média dez minutos; ao ler um jornal impresso, cerca de 30 minutos; e num tablet como o IPad ou um dispositivo Android, até 40 minutos.



