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Palestra: jornalismo digital e design de interfaces gestuais

Vídeo da minha palestra no Seminário IBGE – Av. Chile, Rio de Janeiro, em 2013. Foi a apresentação de minha pesquisa de Pós-doutorado desenvolvida no Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC-UFRJ) para um pequeno grupo de publicitários, jornalistas e interessados no tema.

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Palestra: jornalismo digital nos tablets e a interação gestual

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Os novos dispositivos tecnológicos e a Internet habilitaram novos modos de leitura que têm colocado em cheque as empresas de comunicação em todo o mundo. A circulação mundial de jornais impressos tem diminuído, segundo a Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias.

Exemplos recentes desta crise podem ser citados como o fim da edição em papel da tradicional revista norteamericana Newsweek após 80 anos, além da morte do Jornal da Tarde, de São Paulo, após 46 anos de uma marcante trajetória. Segundo dados divulgados no 64º. Congresso Mundial de Jornais, e publicados no Valor Econômico (10/9/2012), na América do Norte e Europa Ocidental, a circulação de jornais caiu 17% nos últimos cinco anos. Na América Latina, a queda foi cerca de 3%. Entre 2007 e 2012, a receita publicitária dos jornais caiu de US$ 128 bilhões para US$ 96 bilhões.

A Internet e as mídias sociais estão mudando o conceito e o processo de coleta e disseminação de conteúdo, colocando em risco o tradicional modelo de negócios do jornalismo impresso. Já há previsões de que os jornais impressos estarão extintos por volta de 2030 em quase todo o mundo.

A pesquisa procurou oferecer parâmetros para orientar o Design, a editoração visual e de conteúdos, e o processo de criação de interfaces, de forma a garantir a qualidade da interação gestual com os conteúdos noticiosos em tablets - respeitando-se as possibilidades, limitações e requisitos cognitivos do leitor imersivo.

Para ler mais sobre este tema acesse minha palestra no 13. Congresso Ergodesign e USIHC em Juiz de Fora, MG.

E se você gostou deste post, provavelmente também gostará desse aqui.

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IHC em filmes de ficção científica

Videofone em cena de Metropolis, de Fritz Lang (1927)

Aaron Marcus publicou o livro “The Past 100 Years of the Future: HCI in Science-Fiction Movies and Television”, um ebook sobre a Interação Humano-Computador em filmes de Ficção Científica.

Lá estão os comentários de diversos filmes como Total Recall (1990), Minority Report (2002), Matrix (trilogia 1999, 2003) e Avatar (2009), mostrando o futuro da interação humano-computador imaginado por seus diretores.

Confesso que senti falta de Blade Runner :-(

[Patricia Tavares]

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Avaliando interfaces gestuais no jornalismo digital

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Estas são as conclusões de um trabalho apresentado em São Paulo, no Congresso Interaction South America, promovido pela IxDA.

O artigo teve o objetivo de apresentar aspectos de uma pesquisa em curso, que procura centrar-se na recepção e no consumo de novas formas de apresentação e leitura da informação jornalística, disseminadas com a introdução de tecnologias de interação baseada em gestos — discutindo-as e problematizando-as a partir da incorporação de conceitos e métodos de avaliação interdisciplinares.

As telas sensíveis ao toque hoje difundem notícias, fotos, infográficos, ilustrações, charges, anúncios, crônicas e editoriais que se tornaram dinâmicos, com a inclusão de áudio de qualidade, vídeos, animações, vibrações e fotografias manipuláveis, tudo com grande apelo estético e visual. O modelo de interação sensível aos gestos, adotado por essas máquinas, levantou a promessa de revolucionar a recepção e os requisitos de produção da linguagem jornalística. Mas não há certeza de que esta promessa será honrada pelas novas interfaces criadas ou por seu Design de interação.

Um dos objetivos do trabalho foi testar o aplicativo O Globo A Mais com uma amostra de jovens estudantes de Comunicação Social de uma universidade particular do Rio de Janeiro para a avaliação de suas interfaces gestuais. A pesquisa aplicou um método de observações com usuários, denominado Entrevistas Baseadas em Cenários e Tarefas (STBI – Scenario and Tasks Based Interview).

Como conclusão da observação de usuários e suas tarefas, podemos afirmar que algumas categorias de problemas, identificadas anteriormente por Norman e Nielsen, emergiram dos nossos dados de uso. A observação demonstrou que jovens representantes do tipo de leitor virtual que o jornal O Globo pretende atrair para o seu rol de assinantes digitais podem ficar expostos a dificuldades e constrangimentos ao interagir com o aplicativo, evidenciando que se sobressaem questões pendentes à editoração e ao Design, que podem ser associadas à inadequada visibilidade de affordances, à falta de feedback, ou à inconsistência do vocabulário gestual.

Até o momento podemos concordar com Donald Norman, quando este afirma que a recente corrida dos engenheiros de software e designers para desenvolver interfaces gestuais tem levado ao esquecimento de princípios e padrões sedimentados do Design de interação, embora as novas interfaces sejam esteticamente atrativas, excitantes e lúdicas, pontos que impactam positivamente a disposição e a satisfação do leitor.

Para quem se interessar em ler o trabalho apresentado na íntegra, segue o link:
Design de interação no jornalismo para tablets: avaliando interfaces gestuais em um aplicativo de notícias.

Não esquecendo ainda de agradecer muitíssimo aos meus alunos da Facha e da Puc-Rio que participaram desta avaliação e assinam o artigo comigo!

 Guilherme Santa Rosa, Cinhtia Kulpa, Luiz Agner e Robson Santos no Interaction SA 2012.

Os professores Guilherme Santa Rosa, Cinhtia Kulpa, Luiz Agner e Robson Santos no Interaction SA 2012.

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Jornalismo no Ipad: os problemas da interação gestual

Um gesto pode ser considerado como qualquer movimento físico detectado através de sensores por um sistema digital, ao qual poderá responder sem o auxílio de mecanismos tradicionais, como mouses ou canetas. Gestos originam-se de qualquer movimento ou estado do corpo humano.

Desse modo, um movimento de cabeça, um piscar de olhos ou um toque no chão com a ponta do sapato pode ser interpretado como um gesto. O reconhecimento de gestos é um tópico específico da Ciência da Computação e da Tecnologia da Linguagem e objetiva interpretar a comunicação corporal humana a partir de algoritmos matemáticos.

As “antigas” interfaces WIMP (windows, icons, mouse, pointer) tiveram sua origem nas décadas de 60 e 70 nos laboratórios PARC da Xerox. Sistemas desse tipo utilizam o deslocamento do mouse em uma superfície horizontal plana para mover ou selecionar objetos correspondentes na tela.

Nos últimos quarenta anos, temos interagido do modo concebido por Douglas Engelbart, Alan Kay, Tim Mott, Larry Tesler, e outros engenheiros e designers da época: através da metáfora do desktop. Mas esses métodos de manipulação indireta estão sendo rapidamente preteridos em função da manipulação direta (conceito seminal proposto por Ben Shneiderman em 1983) e, em poucos anos, os sistemas centrados no mouse provavelmente nos parecerão tão arcaicos como hoje são as interfaces de linha de comando ao estilo MS-DOS.

Segundo Saffer, são as principais características requeridas de um bom Design para interface gestual: (1) detectabilidade: refere-se à importância das affordances, conceito cunhado pelo psicólogo Gibson e popularizado por Don Norman; (2) confiabilidade: a interface deve parecer segura; (3) ser responsiva: fornecer uma resposta instantânea ao usuário (em até 100 milissegundos); (4) adequação: precisa ser adequada ao contexto (dependendo da cultura, há gestos que são insultuosos); (5) significância: ter significado específico para as necessidades do usuário; (6) inteligência: deve realizar eficientemente o trabalho que o ser humano não pode realizar tão bem; (7) sutileza: a capacidade de predizer as necessidades do usuário; (8) divertimento: gerar o engajamento do usuário através do aspecto lúdico; (9) estética: deve ser prazerosa aos sentidos visual, auditivo e háptico; (10) ética: não solicitar gestos que façam as pessoas parecerem tolas em público ou que só possam ser executados por jovens e usuários saudáveis.

Entretanto, as interfaces que se beneficiam dos recursos de interação gestual têm sido desenvolvidas com ignorância em relação a princípios elementares e padrões consolidados do Design de Interação. Parecem esquecer qualidades essenciais de um projeto de interação como, a visibilidade de affordances, o feedback, a consistência, as reversibilidade de ações, a detectabilidade de funções, a escalabilidade das resoluções de telas e a confiabilidade das operações.

Como sabemos, por ser um tema emergente e complexo, não há muitos estudos conclusivos nesta linha realizados no Brasil, com usuários de língua portuguesa.

Daí a atualidade do presente trabalho, apresentado no 10º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design: “Jornalismo para tablets: interações gestuais em um aplicativo de notícias”. Pode baixar!

Agradeço muito à professora Isabella Muniz pela apresentação!
Agradecimentos especiais a todos os meus alunos que participaram da pesquisa!

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Jornalismo para tablets: o vespertino digital de O Globo

Este é post é sobre um artigo apresentado no congresso InterCom 2012. Os novos dispositivos tecnológicos e a Internet habilitam novas práticas de leitura, que têm colocado em cheque as empresas de mídia em todo o mundo. A circulação mundial de jornais tem diminuído, segundo a Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias.

Os jornais impressos diários tiveram uma queda de 2% na circulação, de 528 milhões em 2009 para 519 milhões em 2010. A Internet e as mídias sociais estão mudando o conceito e processo de coleta e disseminação de conteúdo, e colocando em risco o tradicional modelo de negócios do jornalismo impresso.

Este trabalho pretende fornecer uma contribuição para a definição de parâmetros que venham a orientar o Design, a editoração visual e de conteúdos, e o processo de criação de interfaces, de forma a garantir a qualidade da interação gestual com os conteúdos jornalísticos – respeitando-se as possibilidades, limitações e requisitos cognitivos do leitor imersivo.

Apresentamos aqui o resumo de entrevistas exploratórias e a análise parcial do método de observação de usuários aplicado ao estudo de caso do vespertino digital do jornal O Globo para o Ipad.

Baixe o artigo na íntegra por aqui:
Avaliação de usabilidade do jornalismo para tablets

Agradecimentos especiais a todos os alunos que participaram da pesquisa!

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O design da interação gestual

O reconhecimento de gestos é um tópico específico da Ciência da Computação e da Tecnologia da Linguagem e objetiva interpretar a comunicação corporal humana a partir de algoritmos matemáticos.

Muito trabalho tem sido investido no desenvolvimento e na investigação de interfaces “naturais” de interação, que também têm despertado grande interesse para o cinema de ficção científica, a exemplo dos filmes Johnny Mnemonic (1995, com Keanu Reeves, na cena acima), Final Fantasy (2001), Minority Report (2002) e Avengers (2012). Acima, uma cena de Johnny Mnemonic, que antecipou o paradigma da interação gestual.

Além da ficção, as interfaces gestuais têm sido um constante tema de pesquisas sobre acessibilidade para pessoas com tipos diversos de deficiências, já que se constituem em alternativa para as técnicas de interação baseadas no paradigma do desktop.

O pesquisador Michael Nielsen propôs uma taxonomia dos gestos: a gama de gestos disponíveis para a interação em uma interface é chamada de “vocabulário gestual”. Existem duas formas de classificação de gestos: do ponto de vista descritivo e do ponto de vista semântico. O primeiro diz respeito apenas à descrição dos movimentos; o segundo se refere ao que comunicam e aos seus objetivos.

A dimensão descritiva vai classificar gestos estáticos e gestos dinâmicos. Os gestos estáticos se referem a posturas, posições relativas das mãos e dedos, sem considerar os seus movimentos. Os gestos dinâmicos são movimentos, ou seja, a alteração da trajetória da mão ou da postura durante um intervalo de tempo.

A dimensão semântica, de acordo com Justine Cassell, pode ser de natureza consciente ou espontânea, interacional ou propositiva. Gestos conscientes possuem significados sem discurso, enquanto gestos espontâneos só têm significado no contexto de uma fala do interlocutor.

Abaixo, apresentação de aula realizada na PUC-Rio, em disciplina sobre Design de Interação na pós em Ergodesign de Interfaces, Usabilidade e Arquitetura de Informação.

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Artigo: a usabilidade do jornalismo para tablets

Este post apresenta um artigo já aprovado para apresentação no 12. Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces Humano-Computador – 2012.

As telas sensíveis ao toque hoje difundem notícias, fotos, infográficos, ilustrações, charges, anúncios, crônicas e editoriais que se tornaram dinâmicos, com a inclusão de áudio de qualidade, vídeos, animações, vibrações e fotografias manipuláveis, tudo com grande apelo estético e visual.

O modelo de interação sensível aos gestos, adotado por essas máquinas, levanta a promessa de revolucionar a recepção e os requisitos de produção da linguagem jornalística.

Este artigo tem o objetivo de iniciar a discussão de alguns aspectos de uma pesquisa em curso, que procura centrar-se na recepção e no consumo de novas formas de apresentação da informação jornalística, disseminadas com a introdução de tecnologias de interação baseada em gestos — discutindo-as e problematizando-as a partir da incorporação de conceitos e métodos de avaliação multidisciplinares.

Leia o artigo completo aqui:
Usabilidade do Jornalismo para Tablets: Uma Avaliação da Interação por Gestos em um Aplicativo de Notícias

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Artigo para a revista Zona Digital

Tom Cruise interage com um sistema por meio dos gestos em Minority Report.

Atualmente, pode ser notada a emergência de práticas de leitura mediadas por computadores portáteis, máquinas pessoais poderosas basicamente voltadas para a recepção e a leitura de informação, para internet, interação social e jogos – que estão sendo inseridas na nossa cultura cotidiana e no mercado editorial, com grande impacto e velocidade. As telas sensíveis ao toque difundem notícias, fotos, infográficos, ilustrações, charges, anúncios, crônicas e editoriais que se tornaram dinâmicos, com a inclusão de áudio de qualidade, vídeos, animações, vibrações e fotografias manipuláveis, tudo com grande apelo estético e visual.

O modelo de interação sensível aos gestos, adotado por essas máquinas, levanta a promessa de revolucionar a recepção e os requisitos de produção da linguagem jornalística. O reconhecimento de gestos representa o início de uma nova forma de os humanos interagirem com os computadores, que começam a compreender a linguagem do corpo, indo além das interfaces mecânicas tradicionais. As telas que respondem ao toque são prazerosas de se utilizar, na medida em que adicionam à navegação a experiência da atividade e de manipulação direta dos conteúdos, superando o simples método point-and-click. As interfaces gestuais acionam particularmente o nosso sistema sensorial háptico – que entra em ação, em conjunto com o sistema visual e auditivo – para compor a polissensorialidade perceptiva característica do novo tipo de leitor, como demonstrou Santaella (2004).

Este texto tem o objetivo de iniciar a discussão de alguns aspectos de uma pesquisa em curso, que procura centrar-se na recepção e no consumo de novas formas de apresentação da informação jornalística, disseminadas com a introdução de tecnologias de interação baseada em gestos — discutindo-as e problematizando-as a partir da incorporação de conceitos e métodos de avaliação multidisciplinares. Enfatizamos a necessidade de questionar suas premissas, e avaliar seus erros e acertos, para a identificação de parâmetros que orientem o trabalho dos designers de interação que pretendem desenhar publicações para dispositivos com interfaces sensíveis aos gestos, sob o ponto de vista da sua centralidade no leitor imersivo.

LEIA MAIS:
Link para artigo para a Revista Zona Digital (UFRJ-PACC).

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Folheando e-books

 

Esta é para quem ainda sente saudades de folhear um bom livro: um grupo de pesquisadores criou uma maneira bem realista de manipular páginas de textos no iPad.  Agora você já pode “folhear” o seu e-book como se fosse um livro de verdade!

Veja o vídeo aqui.

[Patricia Tavares]

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