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Usabilidade Pedagógica

Como os três leitores deste blog sabem, estou atualmente envolvido com um interessante projeto (ainda) incipiente de Educação à Distância do IBGE. Tenho pesquisado sistematicamente sobre as propostas e a história da EAD e questões relativas ao Design Instrucional.

No Brasil, a EAD existe desde 1923, com a criação da rádio Sociedade do Rio de Janeiro, hoje rádio MEC. Em 1950, a EAD entrou na área da TV, com a criação da TV Educativa. Um fator que contribuiu decisivamente para a expansão da Educação a Distância foi a internet, na última década.

Nas minhas pesquisas livres pela web, um conceito que me chamou muito a atenção foi a Usabilidade Pedagógica. A Usabilidade Pedagógica foi primeiramente apresentada por VETROMILLE-CASTRO(2003), que viu nela um fator para o sucesso dos cursos de leitura de textos em inglês quando mediados pelo computador. A medida da Usabilidade Pedagógica indica se o ambiente educacional é usado por alunos específicos, que desejam ter seus objetivos educacionais específicos atingidos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico de aprendizagem.

A teoria construtivista da aprendizagem fornece bases teóricas para a construção de ambientes de educação a distância com Usabilidade Pedagógica. Os testes de usabilidade em softwares se concentram na interface, na sua aparência e em como o usuário se orienta para navegar. Esse tipo de teste é fundamental, mas percebe-se ser essencial avaliar características que envolvam mais que a apresentação do material: ou seja, avaliar como foi conduzida a sua preparação pedagógica.

A usabilidade do material instrucional, pelo viés pedagógico, pode ser abordada através da perspectiva construtivista, proposta por JONASSEN (1996,1998), teoria em que o aprendiz participa ativamente na construção do seu saber.

Em breve, vou postar mais comentários e links sobre este tema. Gostaria de agradecer à professora Lourdes Martins, que gentilmente me enviou sua dissertação de mestrado, realizada para o CEFET-MG, que trata do conceito de Usabilidade Pedagógica.

Quem quiser saber mais sobre o seu trabalho, é só seguir este link:
http://formato.com.br/projetos/IHC_2006/trabalhos/IHC2006_Workshop-Martins.pdf

Sobre Construtivismo e Tecnologia do Aprendizado e Design instrucional, um livro clássico:
Duffy, Thomas M.; Jonassen, David H. (1992)
Constructivism and the Technology of Instruction - A Conversation
Lawerence Erlbaum Associates

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Inovação e o design centrado no usuário

Ficam abertas até o dia 12 de março as inscrições para a Create Design Show, mostra de projetos que acontecerá durante a Create 2008 Conference, simpósio sobre design de interação a ser realizado entre os dias 24 e 25 de junho em Londres, no Reino Unido.

O tema é “Inovação e o design centrado no usuário“. A exposição é direcionada a estudantes e profissionais que poderão participar individualmente ou em grupo com trabalhos realizados há, no máximo, 18 meses. Os autores dos projetos selecionados terão abatimentos da taxa de inscrição e ajuda de custo com transporte.

Mais informações: www.cs.mdx.ac.uk/research/idc/create2008/call

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Arquitetura de informação, usabilidade e acessibilidade: referências completíssimas online

A University of Minnesota Duluth disponibilizou esta série de links sobre webdesign para embasar seus cursos. É um importante consolidado de recursos e referências online, muito completo, sobre os mais diversos tópicos ligados ao design e desenvolvimento. Confira:

- Referências sobre arquitetura de informação

- Referências sobre usabilidade

- Referências sobre acessibilidade

tecnologia
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USIHC 2008 no Maranhão

A Universidade Federal do Maranhão em parceria com o Laboratório de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces da PUC-Rio, vai realizar o 8º Ergodesign (8º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade de Interfaces Humano-Tecnologia: Produtos, Informação, Ambiente Construído, Transporte) e o 8º USIHC (8º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade, Design de Interfaces e Interação Humano-Computador), no período de 19 e 20 de junho de 2008, em São Luís – MA.

Serão tópicos de interesse do 8º USIHC: 1) Processamento da informação pelo homem: percepção, cognição; sinais, signos, símbolos; habilidades, regras, conhecimento; 2) Modelos mentais; 3) Perfil dos usuários: características físicas, características psicológicas, estilos cognitivos, conhecimento e experiência, influências do ambiente; 4) Arquitetura da informação; 7) Navegação e orientação do usuário; 8- Mensagens de erro; 9) Design de telas; 10) Métodos de prototipagem rápida; 11) E-commerce, e-learning e governo eletrônico; 12) Intranets e sites dedicados.

O programa consistirá de conferências nacionais e internacionais, mini-cursos, sessões técnicas e apresentação de casos em Empresas.

Mais informações em: www.nepp.ufma.br/congressos2008/

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Mais um estudo sobre AI

A goiana Belkiss Marcorio me enviou a sua monografia sobre Arquitetura de Informação, realizada para o curso de sistemas de informação das Faculdades Integradas de Mineiros (GO).

Vou reproduzir aqui alguns trechos. Belkiss fala que o sentimento humano de ansiedade diante do desconhecido começa tomar uma forma óbvia nestes tempos em que a informação vale mais que qualquer outra coisa. Pesquisas do IDC (Information and Data) mostraram que a web terá 988 exabytes em 2010, seis vezes mais do que hoje. Os 988 exabytes é o mesmo que 988 quintilhão de bytes. Existe uma tsunami de dados que bate sobre as praias do mundo civilizado. É um maremoto crescente de dados desconexos vindo em uma forma desorganizada, descontrolada, incoerente e cacofônica.

O excesso de informação causa a síndrome da fadiga da informação, batizada pelo psicólogo britânico Davis Lewis. É caracterizada por tensão, irritabilidade e sentimento de abandono. Alguns dos seus efeitos são: estresse, tensão, distúrbios de sono, problemas digestivos, dificuldade de memorização, irritabilidade e sentimento de abandono.

Belkiss explica que, para combater este sentimento de ansiedade Richard Wurman criou, em 1976, um novo objeto de estudo chamado de Arquitetura de Informação. Seu objetivo é organizar a informação de forma que seus usuários possam assimilá-la com facilidade e assim tornar o complexo mais claro.

A Arquitetura de Informação proposta por Wurman começou baseada na mídia impressa, principalmente na produção de guias, mapas e Atlas. Ela se estendeu para os mais diversos campos, desde imagens de radiografia até layout de museus. Porém, uma área em que a Arquitetura de Informação encontra um campo enorme para explorar é a organização de websites.

Em meados dos anos 90, com o crescimento explosivo da Web, surgiram as primeiras tentativas de aplicar os conceitos de Arquitetura de Informação ao design de websites. Louis Rosenfeld e Peter Morville foram os pioneiros. Fundaram a primeira empresa a trabalhar exclusivamente com Arquitetura de Informação na Web (Argus Associates) e lançaram o primeiro livro sobre o assunto (Information Architecture for WWW) também chamado de “urso polar”.

Quem quiser ler mais, pode acessar a monografia por aqui.

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Arquitetura de informação e governo eletrônico [tese]: baixe na íntegra

Ufa! Finalmente, estou disponibilizando no blog os arquivos certificados de cada capítulo da minha tese da PUC-Rio. Aqui vão os objetivos de cada e seu link para download. [Por favor, se você for usar, referencie corretamente o trabalho segundo os dados de catalogação bibliográfica a seguir].

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Agner, Luiz - Arquitetura de informação e governo eletrônico: diálogo cidadãos-Estado na World Wide Web – estudo de caso e avaliação ergonômica de usabilidade de interfaces humano-computador / Luiz Carlos Agner Caldas ; orientador: Anamaria de Moraes. – 2007
354 f. : il. ; 30 cm

Tese (Doutorado em Design)–Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.
Inclui bibliografia

1. Artes – Teses. 2. Design. 3. Ergonomia. 4. Interação humano-computador. 5. Usabilidade. 6. Governo eletrônico. 7. Arquitetura de informação. 8. Interface. 9. World Wide Web. I. Moraes, Anamaria. II. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Departamento de Artes. III. Título.

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Aqui vão os arquivos:

Elementos pré-textuais (folha de rosto, agradecimentos, dedicatória, etc.)

Introdução - Clique aqui

Capítulo 1 - Por uma visão crítica das organizações - Apresenta uma visão crítica dos fundamentos que legitimaram a Administração Tradicional e o surgimento das organizações burocráticas.

Capítulo 2 - Governo eletrônico e reinvenção do Estado - Apresenta definições e justificativas para o projeto de implantação do e-Gov. Apresenta diretrizes nacionais e internacionais para os portais de governo na Internet.

Capítulo 3 - Arquitetura de Informação: campo interdisciplinar - Apresenta aspectos teóricos e práticos da nova profissão ligada ao Design de sistemas informacionais - a Arquitetura de Informação – e suas relações interdisciplinares.

Capítulo 4 - Método e técnicas de pesquisa - Explicita detalhadamente o método e as técnicas desta pesquisa, assim como definir o seu tema, objeto, problema, hipótese, objetivos, roteiros e técnicas.

Capítulo 5 - Resultados da técnica de história oral - Revela aspectos da dimensão institucional na utilização de ferramentas digitais no IBGE; apresenta o modo de apropriação das tecnologias de informação na história recente da Instituição, segundo o relato de seus protagonistas; descreve os conteúdos, objetivos e públicos-alvo do portal e seus subsites.

Capítulo 6 - Resultados dos testes de usabilidade - Sintetiza e apresenta dados empíricos de utilização obtidos com a técnica de testes de campo realizados com a participação de usuários acadêmicos em busca de dados estatísticos específicos.

Capítulo 7 - Análise dos dados, check list e heurísticas - Organiza e interpreta o conjunto de registros e de observações originadas dos testes de usabilidade no campo.

Capítulo 8 - Conclusões - Confronta os resultados obtidos com a literatura pesquisada. Formula recomendações específicas para a Arquitetura de Informação e usabilidade de interfaces, com base nos dados de utilização. Relaciona as conclusões com as recomendações gerais para portais de governo eletrônico (e-Gov). Apresenta possibilidades de desdobramentos futuros desta pesquisa.

Elementos pós-textuais (bibliografia e anexos)

download
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Card sorting na prática

Card sorting - exercício de alunos

Card sorting - exercício de alunos

Conforme disse a arquiteta de informação e autora Christina Wodtke, se você quer que as pessoas encontrem as coisas que procuram, você deve organizar os conteúdos com base no que as pessoas conhecem sobre esses conteúdos.

A organização de uma loja de roupas, por exemplo, deve refletir o modo como as pessoas acham que as roupas são organizadas. As palavras usadas devem refletir as palavras que as pessoas utilizam e o layout do site deve refletir a tarefa de as pessoas comprarem.

Você - como designer - pode ignorar isso e impor um esquema próprio, ou pode aprender sobre como as pessoas percebem o âmago do seu conteúdo e usar isso para ser mais eficaz.

Card sorting é uma técnica para obter dados sobre o modelo mental dos usuários no que diz respeito ao espaço de informação. Faz parte da abordagem centrada no usuário, onde o objetivo é aumentar a probabilidade do usuário encontrar um nó de informação, quando estiver navegando. É uma técnica que pode ser usada no projeto de um site, na criação de uma nova área de um site ou no seu redesign.

Nas fotos, alguns registros do exercício de card sorting realizado pelos meus alunos de usabilidade e arquitetura de informação, na pós em webdesign da UniverCidade, no último sábado.

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Consulta pública de padrões de acessibilidade para e-Gov

A Fernanda Hoffman, do departamento de Governo Eletrônico, assistiu à minha palestra e fez este pedido que eu repasso aos leitores deste blog. Não deixem de baixar, analisar e comentar a proposta de guidelines de acessibilidade para sites, que já está em consulta pública. Os Padrões Brasil e-GOV vão ser uma série de guias para orientar o desenvolvimento de sites da administração pública e melhorar a sua qualidade para a população.

O endereço é https://www.governoeletronico.gov.br/consulta-publica, Consultas em andamento, Recomendações para Codificação de páginas, sítios e portais. A consulta vai até 12 de fevereiro.

No ano de 2008, outras guias também vão entrar em consulta pública: mais especificamente sobre conteúdo/informação, usabilidade e design. Fique ligado.

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O design das coisas do futuro

Design of future things - Capa

Nesta entrevista realizada por Peter Merholz, Don Norman fala de seu novo livro, o Design das Coisas do Futuro. Norman comenta, entre outros temas, a atual popularização dos termos usabilidade, design centrado no usuário, design de experiência, e interação humano-computador, criticando a descaracterização e a perda de seus significados originais, a partir da sua apropriação pelo mercado. [Ouça o podcast]

Donald Norman foi um dos fundadores do campo da Ciência Cognitiva e foi professor desta disciplina na Universidade da California, San Diego. Também é professor do Mestrado em Design e Inovação na Northwestern University. Seus trabalhos são, na maior parte, sobre engenharia de usabilidade. Trabalhou na Apple e HP, e fundou o Nielsen Norman Group, a consultoria de usabilidade que inclui Jakob Nielsen e Bruce “Tog” Tognazzini. Norman atualmente divide seu tempo entre consultorias, seus livros e o magistério.

Link relacionado - UX Week 2008

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Áudio da palestra na FioCruz

Luiz Agner - Palestra na FioCruz

No link abaixo você pode escutar a minha palestra no evento da FioCruz:
Desafios da usabilidade e arquitetura de informação de websites de organizações públicas

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